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Luiz Henrique's space

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April 13

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Só lembrando, lá em baixo tem um link que diz assim: "exibir mais entradas". Clicando nele aparecem outros textos que postei no ano passado.
Wink

Como Israelenses e Palestinos

Eis aí outro texto que estava largado em alguma pasta obscura do meu PC há mais de dois ou três anos com certeza (para vocês terem uma idéia o Dagoberto ainda era querido pela torcida do Clube Atlético Paranaense naquela época).

Gosto deste, ele expressa algumas reflexões que fiz.

Boa leitura.

Como Israelenses e Palestinos

 

         A cerca de uma semana peguei carona com um amigo que me é bastante caro, ocasionalmente nos detemos a conversar sobre temas interessantes e incomuns na generalidade. Ocorre que começamos a falar sobre futebol, porém sempre houve aí um pequeno desencontro, ele encontra-se coxa e eu sou atleticano. Em meio a comentários jocosos surgiu como assunto o último Atletiba, ao qual eu havia comparecido após mais de quatro anos afastado dos estádios de futebol, em verdade eu só fora por insistência de um outro amigo, já que eu, outrora “fanático”, vinha paulatinamente perdendo meu interesse pelo esporte das massas, mas esse viés nos levaria para uma digressão demasiado longa para o propósito desse texto, guardo essa parte da história para outra narrativa.

Enquanto conversávamos confessei-lhe que havia ficado de certa forma chocado pela realidade que presenciara no estádio, vi pessoas das mais diversas índoles bradando em bom som seu ódio pela torcida adversária. Rubro-negros e alvi-verdes se ofendiam mutuamente sem que para isso houvesse maiores motivos do que as cores do uniforme, porém as ofensas, por mais baixas que fossem, não foram nem de longe o que mais me impressionou nesse triste espetáculo.

A certa altura a torcida na qual eu me encontrava começou a gritar enfurecida, tendo como objeto um dos jogadores adversários: “Quebra esse filho da puta!!! Mata!!! Quebra a perna dele!!!”. Eu, muito comedido nessa hora, observava a tudo isso enquanto tentava compreender essa manifestação brutal do comportamento do homem (eu ia escrever ‘humano’, mas penso que esse não seria o adjetivo mais apropriado).

         Não se passaram muitos minutos e um dos jogadores do Atlético se machucou, tendo de ser removido de campo; porém em seu caminho até os vestiários tinha de passar em frente a torcida adversária, que muito feliz comemorava alegremente seu sofrimento enquanto gritava: “Ae seu bichado!!! Nunca mais vai podê jogâ futebol seu podre!!!”... ah! E logicamente; isso tudo enquanto lhe arremessavam alguns copos de “mijo”.

Pensei comigo: “É... responderam a altura! Me sinto tal qual me sentiria no coliseu da antiga Roma, observando o ódio no olhar daqueles que com gosto saboreiam o duelo mortal entre gladiadores...”

Bem, muito possivelmente haverão alguns pensando que eu estou sendo muito melodramático e que não há nada de mais nisso tudo, que o futebol funciona como uma espécie de válvula de escape social onde as pessoas deixam todos seus demônios da semana. Pode até ser... porém quando saía do estádio presenciei uma cena inadjetivável: a minha direita (a dois, talvez três metros de mim) uma jovem que mais parecia com o Stalone e segurava uma lata de cerveja em sua mão direita começou a gritar enquanto olhava para o outro lado da rua: “É isso aí!!! Quebra! Bate nesse filho da puta para ele aprender que aqui assim! Se meteu com agente morre mesmo!!!”

Meus olhos prontamente se dirigiram para o outro lado da rua e viram a cerca de 10 ou 15 metros dois jovens chutando vigorosamente um outro que acabava de cair ao chão. Por quê?! Usava uma camisa cujas cores não agradaram aos agressores...

Ao chegar em casa comecei a recordar de que isso tudo que eu havia presenciado era extremamente comum nos jogos de futebol que eu antes acompanhava e que eu não ficava de forma nenhuma nem sequer tocado por tanta barbárie, julgava normal, todo mundo fazia.

Refletindo cheguei a conclusão de que o problema não tem nada a ver com o futebol, o esporte é uma mera desculpa, um pano de fundo que encobre uma característica muito triste do “bicho-homem”; a raiva do diferente. Se não fosse o futebol seria outra coisa.

Vi naquele Domingo à tarde o germe da violência dentro daqueles seres que ofendiam e agrediam ao outro grupo pelo único fato deles não torcerem para o mesmo time de futebol. Por quê cargas d’água não podiam todos sentar juntos?! Torcer, se divertir e até mesmo brincar uns com os outro, mas todos como seres humanos que são!

Tais pensamentos são, ao meu ver, os mesmos que movem católicos e protestantes a se matarem na Irlanda ou judeus e palestinos a atirarem uns nos outros no oriente médio. É impossível que vivam sob uma mesma bandeira, democraticamente, civilizadamente. Odeiam-se a tal ponto que não se concebem como iguais, a si dão um status superior enquanto o outro é quase um animal, talvez um porco como dizem nos estádios de futebol.

Recordo de ter lido no jornal há não muito tempo sobre um presidente do Coritiba da década de 40 que pediu afastamento de seu cargo após presenciar sua torcida depredar o estádio do arqui-rival dizendo que se futebol era aquilo ele então não queria mais saber de futebol e que aqueles homens se portaram como animais e não como homens. Consinto, penso que isso é bem verdade, que indiferente ao time de futebol, religião, raça ou seja lá o que for jamais devemos deixar de respeitar o outro, de prezá-lo e de buscar compreendê-lo em todas as sua particularidades e diferenças.

Quero deixar bem claro aqui o problema não é o Atletiba, nem se quer os clássicos de futebol ou o futebol em si mesmo, mas sim a conduta a que se submete o ser humano ao ser vítima dos mais negros pensamentos.

Pensem comigo; que sentido tem isso tudo?!

 

O peregrino

 

February 17

Panorama

Tem uns dois ou três anos q escrevi esse texto. Hoje eu escreveria diferente, mas em cada época temos pensamentos próprios.
Não se atentem aos detalhes técnicos e aos erros que cometi no concernente aos avanços tecnológicos, esse foi um dos meus primeiros ensaios literários, então...


Panorama

 

Acima da cabeça de Bernardo apagava-se a luzinha do sinal de fasten seat belts ao mesmo tempo em que se ouvia o característico som, aquele que sempre vem junto com os avisos que a tripulação dá aos passageiros.

De sua confortável poltrona de cor azul, situada na classe executiva da nave, ele podia observar através de uma pequena janela ovalada a curvatura azul do planeta contrastando com o negro do espaço sideral.

A mais de 100 km de altitude já não há mais gravidade suficiente para se manter em pé no chão da nave e se não fosse pelo GSS (Gravity Simulation System) – que consiste em fazer com que a nave gire em torno de seu próprio eixo em uma velocidade bastante específica, produzindo uma aceleração que “empurra” os corpos na direção centrífuga – os passageiros flutuariam pelo corredor.

O fato de os sinais de “aperte seu cinto” haverem sido apagados denotava que o GSS havia sido ativado. Tranqüilamente Bernardo apertou o botão que prendia a fivela de seu cinto, o que fez com que ele se retraísse automaticamente para dentro da poltrona.

Enquanto levantava e se dirigia ao bar da espaçonave ele pensava com seus botões; “Como tudo mudou no mundo desde a época de meu avô até 2071!!! Se meu avô fosse fazer essa viagem que eu faço hoje em sua época, lá pelos idos do início do século, ele demoraria mais de dez horas, fora as escalas, conexões, etc. Imagine só! Hoje eu a faço em bem menos de um terço desse tempo... tudo graças à popularização do vôo sub-orbital”

Nosso personagem acabava de sair de Berlim, onde cursava o primeiro ano de sua especialização médica em neurociências, e voltava ao Brasil depois de quase oito meses, porém em seu coração havia um profundo pesar.

A volta para casa tinha um motivo bem específico e pouco grato para a alma de nosso protagonista; a morte de seu querido avô.

Morrera subitamente, vítima de um infarto agudo do miocárdio aos 89 anos de idade, enquanto cuidava das orquídeas em seu tão querido jardim de inverno, se bem que inverno era praticamente um eufemismo, já que fazia algumas décadas que o frio não mais se mostrava no sul do Brasil.

Bernardo era indubitavelmente o neto mais próximo de seu avô, o único que decidira trilhar o mesmo caminho profissional e o que mais entusiasticamente compartilhava de sua paixão por orquídeas.

Agora imagens de momentos vividos junto ao velho patriarca lhe vinham à memória, assim como alguns dos longos diálogos sobre os mais variados temas que ambos tinham por hábito manter.

Ainda ontem haviam conversado brevemente pelo hológrafo, o velho lhe parecia tão bem... apesar das muitas advertências que vinha recebendo de seu avô sobre a sua finitude física, Bernardo o via quase que como um imortal, ele estava bem, lúcido e disposto, produzindo e estudando.

“É engraçado pensar que ainda ontem, quando conversávamos sobre o quanto o homem avançara tecnologicamente... ele me contava que seu computador de proporções gigantescas, mais de trinta centímetros de altura, imagine só, era chamado de ‘micro’!!! E ainda tinha o tal do monitor!!! Enorme... é engraçado pensar que ainda ontem ele me falava sobre isso, sobre como o homem havia evoluído por fora e para fora, no seu físico, em suas tecnologias e até mesmo na medicina e na neurologia; mas que porém em seu interno, prosseguia sendo praticamente o mesmo da antiga Roma, competitivo e egoísta, belicoso e irreflexivo. A ameaça de guerra põe em risco a manutenção de nosso próprio planeta e enquanto isso os estadunidenses ampliam suas bases lunares e os europeus empenham-se na possível vitalização de Marte, é como se já antevissem um triste fim para nosso amado azul...”

No bar havia um simpático robô de diminutas proporções (não mais do que quarenta centímetros de altura) que deslizava de um lado para o outro do balcão, tirando os pedidos e servindo aos passageiros.

“Good evening Sir” disse o simpático robô de forma cilíndrica do qual pendiam dois pares de braços distribuídos eqüidistantemente entre si dando-lhe a aparência de uma estranha aranha de quatro patas e gravata borboleta que flutuava por sobre o lustroso balcão de madeira sem que o tocasse.

“Boa noite bar-robot” Bernardo já sentia saudades de falar português com algo que não fosse um holograma projetado por seu computador (que apesar de ter um holográfo embutido não era maior do que um canivete suíço), mesmo que fosse um robô, pelo menos tinha átomos e não fótons em sua constituição.

“Boa noite senhor Coraneri, qual seu pedido?” o pequeno havia acionado seu softwere de reconhecimento facial de passageiros, a Lufthanza insistia em dizer que era esse o motivo da foto e do cadastro de todos os passageiros que viajassem por sua companhia, conforto e segurança, não obstante ao fato de uma conceituada revista alemã ter publicado recentemente uma reportagem denunciando a empresa por vender dados sigilosos de seu cadastro de clientes (como perfil genético por exemplo) à maior empresa de seguros de saúde do planeta.

“Uma caipirinha de vodka com meio limão espremido, três pedras de gelo e uma porção média de açúcar”.

“Devo alertá-lo que seu perfil genético aponta para uma predisposição para a diabetes senhor. Essa é uma bebida com alta concentração de glicose e etanol. Deseja manter o pedido mesmo assim?”

“Sim desejo” respondeu o jovem médico antes mesmo que o robô pudesse terminar sua pergunta.

“Processos, malditos processos” pensava ele sentando-se numa banquetinha alta ”Vejam só a que eles nos levaram, hoje até para servir um drinque com açúcar você tem de se proteger produzindo provas de que alertou seu cliente contra os possíveis riscos do excesso de glicose para sua saúde...”

“No fundo isso não deixa de ser conseqüência dessa falta de evolução interna do homem, a confiança mútua e espontânea é cada dia mais uma conduta em extinção, é realmente uma exceção entre os homens, e pudera!!! Como confiar em alguém hoje?! Quando a maioria de nós desaprendeu o valor da ajuda desinteressada e até mesmo da própria palavra, que é empenhada firmemente em um momento para ser descumprida logo em seguida.”

“Muito doce!!!” pensou ele dando o primeiro gole de seu drinque. “Porção média de açúcar! Se eu peço a pequena fica muito amargo! Fazer as coisas sobre medida pode facilitar em muito a vida, mas também nos faz perder um pouco da liberdade de escolha, acabamos todos dentro de uma mesma forma, tomando a mesma quantidade de açúcar (apesar de você poder escolher entre três porções...), usando as mesmas roupas (apesar de você poder escolher entre cinco ou seis estilos) e pensando as mesmas coisas (dependendo da religião, filosofia ou profissão do indivíduo)... Se Henry Ford soubesse até onde chegou a sua linha de montagem! No começo os carros eram todos parecidos; hoje doutrinas e correntes pseudo-intelectuais são produzidas em massa, ou melhor produzem a massa.”

Enquanto tirava seu computador do bolso com a mão esquerda e repousava lentamente o copo sobre o balcão com a direita olhou pela clarabóia que estava a sua frente; “Uau! Que bom tempo faz na Espanha hoje, céu azul! Os hotéis de Ibiza devem estar lotados nesse fim de semana!”.

Estava agora começando a sobrevoar o oceano atlântico, via claramente o contorno da península ibérica (tal qual nas imagens de satélite que via em seu computador nas épocas de escola) em pouco mais de uma hora a sub-orbitária estaria aterrizando em São Paulo.

Puxando delicadamente as extremidades fez o computador deslizar sobre si mesmo, expondo a lente holográfica central, com o apertar de um botão um teclado se projetou no balcão e uma tela à sua frente. Tocou no ícone imagens para ter acesso ao arquivo de filmes. Em seguida tocou sobre o ícone “Formatura_2069_novo_guaíra”

À sua frente surgiu ele mesmo, há dois anos, no discurso que fizera em sua colação de grau perante as sete mil pessoas que lotavam o moderno teatro do centro de Curitiba.

Retirou um objeto do tamanho de uma pilha de relógio do próprio computador e o pressionou contra a própria pele, na protuberância óssea atrás de sua orelha, colando-o nela. Passou então a ouvir sua própria voz, na gravação:

“Em um século onde já houve tantas descobertas, no qual já se desvendaram tantos segredo do corpo humano, nós nos perguntamos: O que ainda há por descobrir?”

“A engenharia genética, antes temida e imaginada, dismistificou-se e se mostrou uma grande ferramenta na terapêutica médica. Os neurotransmissores, outrora um grande mistério para os investigadores foram em sua grande parte já descobertos e nos propiciaram entender com profundidade os efeitos das drogas, do stress, das emoções e dos próprios pensamentos no corpo do homem. As doenças infecto-contagiosas que antes dizimavam a humanidade hoje vem se rendendo perante nosso mais novo arsenal medicamentoso

Porém com tudo isso ainda falta algo por descobrir, ainda há temas que inquietam ao espírito humano. Sabemos o que acontece enquanto sonhamos, mapeamos todos, ou praticamente todos, os movimento e sinais cerebrais que ocorrem durante esse fenômeno. Destrinchamos os neurotransmissores que atuam os pesadelos, bem como aqueles que o fazem nos sonhos bons. Porém ainda não houve nenhuma droga que fosse capaz de conduzir com mínima precisão os sonhos dos homens, e nós continuamos a ter pesadelos. Da mesma forma ainda não descobrimos por quê sonhamos, ou pelo menos a ciência ainda não chegou a um consenso.

Os homens persistem com um comportamento auto-destrutivo e a guerra assola o secularmente miserável continente africano, que carece de água, comida e compaixão. O que nos aponta para o fato de haver algo a mais do que neurotransmissores.

Há mais de um século a medicina discute a necessidade de se humanizar, de buscar ver o ser humano como um todo, como uma unidade, bio-psico-sócio-espiritual, mas ainda não concretizamos esse discurso e apesar dos esforços a dicotomia cartesiana do homem persiste em nossos tempos...”

Riu sozinho; ouvindo o discurso que ele mesmo havia proferido a quase três anos. Em um misto de alegria e pesar, quiçá com uma serena gratidão, se viu lembrando do quanto seu velho avô havia influenciado a redação daquele discurso, e mais do que isso a ele mesmo. Percebeu então que, de certo modo, seu avô prosseguia vivo. Perpetuado no que havia conseguido ensinar a Bernardo sobre a vida, nos pensamentos e conceitos, que, graças as constantes provocações e reflexões do avô, hoje mais do que estavam em seu neto, mas eram seu neto, faziam parte dele e constituíam sua individualidade.

“De certo modo é como se eu fosse a somatória de todos aqueles que me antecederam, ou pelo menos é como se parte minha o fosse. Tudo o que aprenderam e conseguiram realizar ou entender foi de certo modo passado a mim, ensinado a mim e é o que eu quero passar aos meus filhos, porém enriquecido com um algo mais que EU consiga entender, com um tijolinho a mais posto por mim.”

Percebeu então que havia entendido o que seu avô falava sobre a herança meta-física. Subitamente se viu invadir por uma grande excitação quando compreendeu que era assim que havia evoluído a própria humanidade, como uma grande construção que em que cada geração põe tantos tijolos quantos pode.

Com um último longo gole terminou seu drink, pousando decididamente o copo azul sobre o balcão de madeira escura. Era um interessante contraste de cores, pensou ele, como um pequeno continente de água em um imenso mar de terra. Tirou o fone de trás da orelha e guardou-o dentro do diminuto computador, apertou novamente o mesmo botão e viu a tela e o teclado sumirem enquanto a pequena lente holográfica era recolhida. Fechou o computador, guardou-o no bolso esquerdo e se dirigiu até o banheiro. Xixi espacial, pensou ele enquanto urinava, e riu sozinho.

Com um sorriso sereno voltou a seu assento poucos minutos antes do aviso de que o GSS seria desligado (não havia feito essa viagem mais do que cinco vezes, mas já havia incorporado seus tempos e sabia intuitivamente o momento de fazer cada coisa). Tranqüilo e sentindo a leveza característica que um copo de caipirinha sempre lhe proporcionava (nas raras ocasiões em que o tomava) sentiu a ausência de peso característica do espaço. Ao seu lado um homem vomitava no saquinho para “Air Sickness”.

“Não entendo como há tantas pessoas que se sentem enjoadas à gravidade zero, a sensação é simplesmente sublime!”

Percebeu, enquanto lentamente via o negro do espaço ficar para trás, que apesar de viverem em épocas marcadamente diferentes ele e o avô desfrutavam das mesmas inquietudes e que o homem, não obstante ao passar dos séculos pouco havia mudado em seu íntimo, em seu mundo interno.

E entrando na atmosfera terrestre viu sol nascente e sentiu a inefável sensação de estar voltando, de estar voltando para casa.

January 29

Tudo na Vida é Relativo

 
Essa eu recebi no grupo de e-mails da minha turma da faculdade. Não pude deixar de postar, fantástica!
 
Tudo na Vida é Relativo 

    Fim de tarde, um ginecologista aguarda sua última paciente que não chega.
    Depois de 45 minutos, ele supõe que ela não virá mais e resolve tomar um gin tônica para relaxar, antes de voltar para casa.
    Ele se instala confortavelmente numa poltrona e começa a ler o jornal quando toca a campainha.
    É a tal paciente, que chega toda sem graça e pede mil desculpas pelo atraso.
    - Não tem importância, imagine! Olhe, eu estava tomando um gin tônica enquanto a esperava. Quer um também para relaxar?
      - Aceito com prazer, responde a paciente aliviada.
    Ele lhe serve um copo, senta-se na sua frente e começam a bater papo.
    De repente ouve-se um barulho de chave na porta do consultório.
    O médico tem um sobressalto, levanta-se bruscamente e diz:
    - É minha mulher! Rápido, tire a roupa, deite na cama e abra as pernas, senão ela pode pensar bobagem.!
    TUDO NA VIDA É RELATIVO.

E chega de Lero-Lero

Acho que aqui cabe publicar, ainda hoje, a letra de uma das músicas que escutei na semana passada no show do Boca-livre no Guaira (citado na última postagem).
A letra é fantástica! De uma poesia ímpar!
Tocou-me.
Agora compartilho.
Recomendo que busquem pela música.
Abraços
Liti

Lero Lero

Edu Lobo

Sou brasileiro de estatura mediana
Gosto muito de fulana mas sicrana é quem me quer
Porque no amor quem perde quase sempre ganha
Veja só que coisa estranha, saia dessa se puder

Não guardo mágoa, não blasfemo, não pondero
Não tolero lero-lero, devo nada pra ninguém
Sou descansado, minha vida eu levo a muque
Do batente pro batuque faço como me convém

Eu sou poeta e não nego a minha raça
Faço versos por pirraça e também por precisão
De pé quebrado, verso branco, rima rica
Negaceio, dou a dica, tenho a minha solução

Sou brasileiro, tatu-peba taturana
Bom de bola, ruim de grana, tabuada sei de cor
Quatro vez sete vinte e oito nove fora
Ou a onça me devora ou no fim vou rir melhor

Não entro em rifa, não adoço, não tempero
Não remarco, marco zero, se falei não volto atrás
Por onde passo deixo rastro, deixo fama
Desarrumo toda a trama, desacato satanás

Sou brasileiro de estatura mediana
Gosto muito de fulana mas sicrana é quem me quer

Diz um ditado natural da minha terra
Bom cabrito é o que mais berra onde canta o sabiá
Desacredito no azar da minha sina
Tico-tico de rapina, ninguém leva o meu fubá

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  • June 09 6:15 PM
    Olá Luiz td bem contigo?
    Bjinhos
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camille94up
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Carlos Alberto (Beto)
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